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Encontro define estratégias locais para o Cisternas nas Escolas

Encontro define estratégias locais para o Cisternas nas Escolas

A Cáritas Brasileira Regional Nordeste 2 realizou um Encontro de Mobilização Territorial com gestores públicos, educadores e lideranças comunitárias para apresentar o Programa Cisternas nas Escolas, da Articulação Semiárido Brasileiro (ASA). O evento foi realizado, nessa terça-feira (18), na Escola Municipal Monsenhor José de Anchieta Callou, em Caetés (PE), e teve o objetivo de definir estratégias locais de execução para os municípios que serão atendidos pelo projeto.

O processo de formação e mobilização social do Programa Cisternas nas Escolas, que culminará na construção de 46 tecnologias sociais, com capacidade para captar e armazenar 52 mil litros de água da chuva, será desenvolvido em escolas rurais dos municípios de Caetés (20), Calçado (12) e Capoeiras (14), localizados no Agreste Meridional de Pernambuco. O projeto, que realizou as primeiras articulações no mês passado, tem a previsão de concluir as atividades em novembro deste ano.

Após o momento de mística e espiritualidade, a programação do evento contou com a formação de uma mesa de boas-vindas, por meio da qual representantes da sociedade civil e de órgãos governamentais expressaram a importância da ampliação de políticas públicas de acesso à água não só em propriedades familiares, mas também nas escolas. “Não estamos tratando, aqui, apenas de ter água, mas de criar condições para a convivência com o Semiárido. Aliado a isso, temos a produção de conhecimento, que vai orientar a comunidade escolar para fazer uma boa gestão dos recursos hídricos”, afirmou a secretária de educação de Capoeiras, Marciane Tenório.

Para que os participantes pudessem conhecer melhor as organizações que estão diretamente envolvidas na ação, foram realizados dois momentos de apresentação institucional. O primeiro foi conduzido pela assessora regional do Programa de Convivência com o Semiárido, Flavianeide Pereira, e abordou a atuação da Cáritas Nordeste 2, que terá a responsabilidade de executar o projeto nos municípios citados. O segundo, por sua vez, foi ministrado pelo assessor técnico, César Santos, e tratou da Articulação Semiárido Brasileiro (ASA), que, em conjunto com diversas entidades, construiu a concepção do Cisternas nas Escolas, dentre outras ações.

Em seguida, a agente Cáritas, Creuza Teles, responsável pela assessoria pedagógica do projeto, explicou a relação que existe entre a educação contextualizada para a convivência com o Semiárido e o Programa Cisternas nas Escolas. De acordo com a educadora, esse modelo de ensino e aprendizagem estabelece um vínculo direto com a vida das pessoas, que são fortalecidos por meio da identidade cultural da região e da luta pela terra, a fim de promover uma educação transformadora e à serviço da comunidade.

Por fim, os participantes foram divididos com o objetivo de discutirem as estratégias locais que serão aplicadas de acordo com a realidade de cada município. Durante o diálogo, cada grupo destacou a importância do comprometimento de cada ator social para que o projeto seja realizado com sucesso. Em seguida, todas as medidas definidas foram socializadas com os demais participantes do encontro.

De acordo com Flavianeide, os próximos passos do projeto se darão a partir da realização de encontros comunitários, com os pais dos alunos; da capacitação em Gestão de Recursos Hídricos Escolar, com nutricionistas, merendeiras, assistentes e zeladores; da oficina de educação contextualizada e da construção das cisternas. A agente Cáritas destacou, ainda, o contentamento em relação às parcerias. “Fico muito feliz em saber que, em conjunto com lideranças comunitárias e o poder público, começamos mais um trabalho que vai proporcionar melhores condições de vida para o povo do campo”, disse.

ACESSO À ÁGUA – Segundo informações divulgadas pela ASA, em todo o Semiárido brasileiro, por meio do Cisternas nas Escolas, mais de 200 mil alunos usufruem de água potável para o consumo e para o preparo da merenda. Até o momento, já foram construídas 3820 tecnologias. Desde que teve início, no segundo semestre deste ano, a nova fase do programa prevê a construção de 1503 tecnologias e a realização de 400 capacitações. A expectativa é impactar, positivamente, na frequência escolar de mais 135 mil alunos no meio rural.

Por Lidiane Santos | Assessoria de Comunicação da Cáritas NE2
Fotos: Wagner Cesario | Assessoria de Comunicação da Cáritas NE2


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