Cáritas Arquidiocesana de Natal é indicada para integrar comitê de refugiados no RN

A Cáritas Arquidiocesana de Natal, no Rio Grande do Norte, entidade-membro da Cáritas Brasileira Regional Nordeste 2, foi indicada pelas Secretarias de Estado das Mulheres, da Juventude, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos (SEMJIDH) e Trabalho, da Habitação e da Assistência Social (SETHAS), como entidade da sociedade civil voltada a atividades de assistência e proteção a refugiados e migrantes, para integrar o Comitê Estadual Intersetorial de Atenção aos Refugiados, Apátridas e Migrantes do Rio Grande do Norte (CERAM/RN), instituído pelo Decreto Estadual nº 29.418, de 27 de dezembro de 2019.
O Comitê recém-criado já é um espaço de discussão que visa a inserção dos migrantes, refugiados e apátridas às Politicas Públicas. A ideia é unir forças para buscar a solução dos problemas dos migrantes no Estado, proporcionar mais qualidade de vida aos venezuelanos que chegaram por demanda espontânea na região, assim como para cuidar de questões dos indígenas da etnia Warao que estão vivendo tanto na capital, quanto na cidade de Mossoró, entre outras demandas.
Segundo as diretrizes do decreto que formalizou o Comitê, a ideia é repudiar e prevenir a xenofobia, cuidar da universalidade dos direitos humanos, prestar acolhida humanitária, promover a entrada regular e a regularização documental, a inclusão social, laboral e produtiva, dar acesso aos serviços, programas e benefícios sociais e garantir o direito à reunião familiar, entre outros.
Para a diretora administrativa da Cáritas Arquidiocesana de Natal, Kilza Gomes, o convite para a atuação da entidade no Comitê se dá pelo envolvimento e comprometimento da igreja, através da Cáritas, nas questões urgentes dos migrantes desde o surgimento dos primeiros venezuelanos na região. “Já somos referência em acolhida e acompanhamento dos grupos em vários estados do Brasil. Aqui estamos em contato direto com os indígenas warao, na busca por soluções e melhoria de vida para todos. Nossa expectativa é que governos e sociedade civil trabalhando junto proporcionará grande avanço para o atendimento desse público”.
O comitê contará também com a participação de representantes do Centro de Direitos Humanos e Memória Popular (CDHMP); da Associação de Solidariedade aos Imigrantes no Rio Grande do Norte (ASIRN); Associação Beneficente Muçulmana do Rio Grande do Norte (ABMRN) e Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). A portaria com a indicação da Cáritas Brasileira na capital potiguar foi publicada no Diário Oficial do Estado, no último dia 13 de janeiro.