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Abertura de seminário é prestigiada por autoridades e parceiros

Abertura de seminário é prestigiada por autoridades e parceiros

Espírito de acolhida, alegria, musicalidade, partilha e diversidade. Foi assim que teve início, nesta terça-feira (12), o Seminário Internacional de Migrações e Refúgio – Caminhos para a Cultura do Encontro, no Centro Cultural Brasília (CCB), em Brasília (DF). A solenidade de abertura foi animada pelo Grupo Cultural Abaecatu, do Paraná, que trouxe músicas e poesia para a acolhida das delegações, exaltando as características culturais das regiões do Brasil, da América Latina e do mundo presentes.

Para receber os convidados, o palco do auditório ganhou objetos que o transformaram em um ambiente familiar: a cozinha, representando o local do grande encontro e tornando-se o espaço de partilha para a mesa de abertura composta por homens e mulheres que com suas vidas e ações motivam a cultura do encontro. Participaram da cerimônia de abertura do Seminário o arcebispo de Brasília e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Sérgio da Rocha, o arcebispo de Aracaju e presidente da Cáritas Brasileira, dom João José da Costa, a diretora de Incidência Política da Cáritas Internacionalis, Martina Liebsch, as migrantes Myria Tokmaji e Mayra Alejandra e representações institucionais e governamentais, como o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR), Organização Internacional para as Migrações (OIM), Comitê Nacional para os Refugiados (CONARE), Ministério Publico do Trabalho (MPT).

A secretária geral do CONIC, pastora Romi Bencke, ressaltou que deve existir um olhar especial às pessoas que são expulsas de seus países e não têm o direito de decidir se querem ou não ficar em seu local de origem. “Elas precisam ser acolhidas e encontrar as nossas portas abertas. O Papa Francisco, ao falar da cultura do encontro, sentiu a necessidade de difundir uma cultura em que as pessoas e as relações fossem de proximidade, solidariedade e simplicidade,” pontuou Romi.

O fluxo migratório e de refúgio no Brasil é constituído por pessoas de diferentes regiões geográficas, questões econômicas e culturais, em busca de melhores condições de vida e em fuga das mazelas sociais, por vezes ambientais, que enfrentam em seu local de origem. “O Brasil foi o único país que aceitou me acolher legalmente,” disse Myria Tokmaji, refugiada Síria que vive há quatro anos no Brasil e partilhou a dificuldades encontradas ao chegar em um novo país. Entre os desafios, Myria citou o desconhecimento do idioma, o preconceito, o choque cultural e a dificuldade de inserção no mercado de trabalho mesmo tendo uma formação profissional e universitária.

Fazendo referências às reformas trabalhista e previdenciária, a procuradora do trabalho, do Ministério Público do Trabalho (MPF), Cristiane Maria Sbalqueiro enfatizou a necessidade de continuar lutando por direitos, inclusive dos migrantes e refugiados. “Vivemos uma situação em que nos foi roubada a crença de que juntos, como sociedade, poderemos evoluir e produzir o suficiente para todos. Ideologia, amplamente difundida por aqueles que detêm o poder, não são os imigrantes que roubam os direitos dos brasileiros,” afirmou.

O Seminário Internacional de Migrações e Refúgio – Caminhos para a Cultura do Encontro segue até a próxima quinta-feira (14), no Centro Cultural Brasília. O evento é organizado pela Cáritas Brasileira, Setor Pastoral da Mobilidade Humana da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (SMH-CNBB), o Serviço Jesuíta a Migrantes e Refugiados (SJMR), o Serviço Pastoral dos Migrantes (SPM), o Instituto de Migrações e Direitos Humanos (IMDH), o Centro Scalabriniano de Estudos Migratórios (CSEM) e a Missão Paz.

Por Ana Paula Andrade e Krisla Domingos

Foto: Francielle Oliveira

Rede de Comunicadores/as da Cáritas Brasileira


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