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Agricultores do Agreste e Sertão recebem sementes crioulas

Agricultores do Agreste e Sertão recebem sementes crioulas

As sementes são essenciais para o fortalecimento dos Bancos Comunitários.   A Cáritas Diocesana de Palmeira dos Índios mobilizou as famílias e acompanhou a distribuição das sementes.

A organização de Bancos Comunitários de Sementes (BCSs) é uma experiência que vem dando certo em vários estados das regiões Sul e Nordeste. É através desta prática comunitária que muitos agricultores estão garantindo a segurança alimentar e nutricional de suas famílias, bem como a continuidade e preservação das sementes crioulas e/ou adaptadas.

De abril a julho deste ano, com o início das chuvas, a Cáritas Diocesana de Palmeira dos Índios mobilizou 739 famílias de agricultores do Sertão e Agreste alagoano. As famílias foram beneficiadas com a entrega de sementescrioulas para reprodução e formação de BCS. A ideia é também fortalecer os bancos que estão fragilizados devido a perca de sementes durante o período de estiagem prolongada (2010 a 2012).

De acordo com a articuladora estadual das ações de economia popular solidária, Maria Aparecida Mafra, a volta das chuvas reanimou os agricultorese camponeses. “Esse povo está novamente animado para preparar a terra para o plantio e, assim assegurar a alimentação das suas famílias e a organização dos bancos comunitários através da reprodução dessas sementes”, disse.

Distribuição: As sementes oriundas do estado de Santa Catarina e adquiridas pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), através do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA) beneficiaram famílias agricultoras, assentados da reforma agrária, quilombolas e indígenas. Cada família recebeu 13 kg de feijão preto e 20 kg de milho, e assumiram o compromisso de organizar os bancos comunitários em suas localidades.

Com esta iniciativa, a Cáritas Diocesana mobilizou os grupos de famílias e organizou a distribuição de sementes nos municípios de Delmiro Gouveia, Olho D’água das Flores, Cacimbinhas, Ouro Branco, Poço das Trincheiras, Major Izidoro e Palmeira dos Índios. A sede da Cáritas também serviu de depósito para recepção e distribuição das sementes destinadas à Palmeira dos Índios e Igaci.

Para Mafra, os BCSs são formas de garantir a preservação das sementes crioulas, que por muitos anos os agricultores e camponeses vêem conservando em suas comunidades.

Surgimento: Em Alagoas, a organização dos Bancos Comunitários de Sementes teve início na década de 80 na região do Sertão. O primeiro banco comunitário foi criado no povoado de Tabuleiro, no município de Água Branca. A iniciativa aconteceu através do trabalho das Comunidades Eclesiais de Base, no Alto Sertão alagoano.

Assessoria de Comunicação da Cáritas NE2 com informações de Maria Aparecida Mafra – articuladora estadual da Cáritas


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