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ASA, em João Pessoa, apresenta experiência de acolhida e monitoramento para 57 famílias indígenas Waraos

ASA, em João Pessoa, apresenta experiência de acolhida e monitoramento para 57 famílias indígenas Waraos

O Brasil, nos últimos anos, vem passando por um aumento no fluxo migratório para o território nacional, e em especial na região nordeste. Resultando um grande desafio na  oferta de políticas públicas adequadas às especificidades dos mais variados grupos que chegam no país, e que sejam capazes de atender a este aumento da demanda.

No dia a dia os migrantes e refugiados sofrem com a dificuldade de acesso ao sistema de saúde, condições de moradia, empregos e com a xenofobia. Com a pandemia, essas dificuldades aumentaram e colocaram esse grupo entre um dos mais impactados pela Covid-19.

Mas, seguindo na contramão desse cenário, a Ação Social Arquidiocesana de João Pessoa (ASA), entidade membro da Cáritas Regional NE2 no estado da Paraíba tem realizado inúmeros movimentos de acolhida e inclusão social das famílias migrantes que chegam à cidade; como oferta de casas abrigo, alimentação, documentação, aulas de português, mediação de conflitos, e iniciativas de empreendedorismo.

Ao todo 57 famílias da etnia warao, cerca de 220 pessoas, são acolhidas e monitoradas em 6 casas abrigo pela ASA, que iniciou a ação em 2019 e atualmente conta com a parceria do governo estadual, que auxilia no fornecimento da alimentação, e das doações do Fundo Diocesano de Solidariedade (FDS) que custeiam os aluguéis das casas.

Esta experiência no atendimento aos migrantes tem potencializado outras entidades membros na rede Cáritas NE2, além de outras entidades e organizações parceiras que atuam com migrantes a conhecer e vislumbrar iniciativas a partir das suas realidades locais. Neste sentido na última terça, 9, agentes Cáritas que integram a assessoria Regional de Migração e Refúgio da Cáritas Brasileira NE2, acompanhados de Dom Limacedo, bispo auxiliar da Arquidiocese de Olinda e Recife e presidente da Comissão Regional para a Ação Sociotransformadora da CNBB NE2; do Pe. Josenildo Tavares, coordenador arquidiocesano de Pastorais do NE2; do Pe. Joatan Vitorino, presidente da Cáritas Arquidiocesana de Olinda e Recife (CAOR); de Marcos Carvalho, coordenador de Projetos da CAOR; e Ana Rita Suassuna, secretária executiva da Secretaria de Desenvolvimento Social, Juventude, Política Sobre Drogas e Direitos Humanos (SDSJPDDH), conheceram a experiência realizada pela ASA com o objetivo de projetar iniciativas a ação realizada junto as famílias migrantes na cidade do Recife.

Na ocasião foram visitadas 4 casas abrigo, onde os caciques receberam a comitiva e apresentaram o dia a dia das famílias; divisão dos espaços para as famílias;  a integração com as demais casas; e acompanhamento feito pela ASA.

As famílias migrantes que residem na região metropolitana do Recife tem sofrido violações, garantia de direitos, e desrespeito através do falho acolhimento conferido pelos poderes públicos, quadro esse, que tem se agravado em meio à crise sanitária causada pelo novo coronavírus. Assim, o objetivo em conhecer a experiência da ASA que  nos motiva a aprimorar o que tem sido feito com as famílias em Recife.

Para Luciana Florêncio, assessora de Migração e Refúgio da Cáritas NE2 ,“a experiência do intercâmbio nos permite perceber onde podemos avançar e ampliar as práticas desenvolvidas  na Rede Cáritas no âmbito do acolhimento aos migrantes venezuelanos da etnia warao, presentes nos quatro estados da nossa área de atuação. Em Recife, especificamente, a realidade é de mais de 100 migrantes venezuelanos que assessoramos enquanto Cáritas NE2 onde tratamos do tema na construção de iniciativas e  políticas públicas municipais e estaduais para esta população ”, comentou.


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