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Cáritas NE2 e FETAPE realizam Encontro Microrregional para avaliar programa cisternas e debater sobre mudanças climáticas

Cáritas NE2 e FETAPE realizam Encontro Microrregional para avaliar programa cisternas e debater sobre mudanças climáticas

Nos últimos sete quatro anos o acesso à água, como direito, perdeu a importância para os governos federais pós golpe. A redução nas construções de cisternas impactou diretamente milhares de brasileiros e brasileiras, que dependem dos reservatórios cisternas de placas para ajudar na plantação e abastecer suas casas. O limitado acesso à água comprometeu a garantia de produção de alimentos, gerando impactos negativos na saúde das famílias, principalmente de crianças e mulheres, as principais responsáveis pela captação e gestão dos recursos hídricos. E ainda a possibilidade de um exercício pleno da cidadania e da construção de uma vida autônoma para as famílias rurais.

 A retomada do Programa de Cisternas, com execução da Cáritas Brasileira Nordeste 2 (CBNE2) e Cáritas Diocesana de Garanhuns, nos municípios de Caetés, Paranatama, Capoeiras e Terezinha, Agreste Meridional de Pernambuco reflete o interesse de democratizar o acesso à água,  o olhar para a importância da economia do cuidado, a partir da perspectiva feminista, priorizando contemplar em seus projetos mulheres que lideram famílias e que vivem em situação de vulnerabilidade extrema, além da pauta das  mudanças climáticas e impactos socioambientais.

Com o objetivo de avaliar as ações e execução do projeto cisternas nestes municípios e refletir sobre os impactos das mudanças climáticas para a agricultura familiar no Semiárido Brasileiro, a CBNE2 e Federação dos Trabalhadores Rurais e Agricultores(as) Familiares de PE(FETAPE), promoveram nos dias 16 e 17 de outubro, em Garanhuns (PE),  o Encontro Microrregional-Mudanças climáticas e desafios para a humanidade, com os (as)agricultores(as) beneficiados(as) com o projeto e lideranças das comissões  municipais da ASAPE.

 A programação foi dividida em dois momentos: no primeiro dia um debate sobre mudanças climáticas e os desafios frente às mudanças climáticas com o assessor de Convivências com os Biomas, Afonso Cavalcanti, o agricultor, Simão Salgado, Aparecida Nascimento, diretora da Cáritas Diocesana de Garanhuns e Amanda Silva,  diretora do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Bom Conselho,  que  trouxe a importância do cuidado com  o planeta a partir da nossa casa, nossa comunidade, que devemos ser multiplicadores de boas práticas pois a responsabilidade é  de todos e não apenas das organizações e movimentos e dos poderes públicos. governantes ou sociedade civil.  “A população precisa de educação “formação” para entender seu papel e dever no planeta. Todos somos multiplicadores nessa missão, cuidando do lixo no meu quintal ao vizinho que corta árvores e faz queimada. O que ele faz na casa dele afeta a minha, a sua casa e todo o ecossistema”,comenta Seu Simão.

Ao final  do dia uma avaliação das Comissões Municipais, coletivo responsável pela escolha das comunidades e seleção das famílias que foram contempladas com as implementações nos territórios, sobre os desafios e avanços durante a execução do projeto nos municípios.

O segundo dia foi dedicado  a formação sobre Políticas públicas para a agricultura familiar- Garantia da seguridade social e permanência das famílias no Campo, facilitado pela assessoria da FETAPE, e por fim , realização dos  trabalhos em grupo das Comissões que sistematizaram os  avanços na retomada do programa; como foi a ausência do programa  durante 7 anos nos últimos governos até final de 2022; os desafios necessários para pautar na continuidade do programa; e qual a contribuição das cisternas para as famílias e comunidades.

A melhoria na qualidade de vida das famílias e da vida no campo, a confiança no programa, filtro de barro e ter o filtro de descarte da água são alguns dos avanços apontados na sistematização. Como dificuldades, os desafios da mobilização, efetivar e melhorar as formações dos pedreiros, a demora na entrega dos materiais para construção, e paralisação das políticas públicas para acesso à água foram alguns pontos colocados.


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