Notícias

Cáritas NE2 e movimentos sociais buscam participação efetiva na construção do Plano Clima Participativo

Cáritas NE2 e movimentos sociais buscam participação efetiva na construção do Plano Clima Participativo

A Cáritas Regional Nordeste 2 e os movimentos sociais estão se mobilizando para garantir uma participação efetiva na construção do Plano Clima Participativo, lançado pelo governo federal. Embora com críticas quanto ao processo de organização das plenárias, grupos de pescadores artesanais, de comunidades tradicionais, de defesa dos biomas, de organizações populares e da comunidade científica marcaram presença, nesta quinta, 1º de agosto, na Plenária Marinho Costeiro, no Recife.

Para Luciana Florêncio, que está à frente da área de Meio Ambiente, Gestão de Riscos de Emergências (MAGRE) da Cáritas Nordeste 2, vale ressaltar a presença da juventude no evento e enfatizar a importância da retomada de espaços de discussões coletivas, estagnadas nas gestões passadas. “O plano clima participativo enfoca a situação emergencial sobre as mudanças climáticas, tema também discutido na nossa igreja, na perspectiva  de uma ecologia integral”, afirma.

O evento contou com a participação dos ministros Marina Silva, do Meio Ambiente; André de Paula, da Pesca e Aquicultura; e Márcio Macedo, da Secretaria Geral da Presidência. Também estavam presentes a governadora Raquel Lira e representantes dos Poderes Legislativo, a exemplo do senador Humberto Costa, presidente da Comissão Mista Permanente sobre Mudanças Climáticas.

Nas contribuições dos movimentos, algumas demandas foram destaque no que se refere ao tema marinho costeiro. A principal delas foi a importância da defesa e valorização das comunidades tradicionais pesqueiras, com proteção aos seus territórios.

“Nós, pescadores e pescadoras artesanais, não apenas somos responsáveis por 70% do pescado que chega à mesa da população, como somos os principais defensores do ambiente marinho. Mas precisamos de políticas públicas que nos defendam dos grandes empreendimentos, que ameaçam nossas comunidades e nossos biomas”, afirmou Maria Aparecida de Santana, da Colônia Z-25, de Jaboatão dos Guararapes.

Outras propostas envolveram temas como o fortalecimento dos agentes populares ambientais; criação de conselhos de limpeza urbana em diálogo com comunidades locais; preparação dos agentes comunitários para emergências climáticas; titularização das comunidades tradicionais pesqueiras.

CLIMA PARTICIPATIVO – São oito plenárias, que serão realizadas nas duas primeiras semanas de agosto, em diferentes estados brasileiros. A primeira foi a de lançamento, realizada em Brasília no dia 31. A Marinho Costeiro, do Recife, abre a série de discussões temáticas, que incluem ainda as plenárias Caatinga, Amazônia, Cerrado, Pantanal, Mata Atlântica e Pampa.

Os representantes dos movimentos sociais teceram críticas ao processo de organização.  “Fomos informados com pouquíssima antecedência da realização das plenárias, o que inviabilizou a participação de quem está na ponta, atuando diretamente na proteção aos biomas”, criticou José Vítor, do Movimento Negro Evangélico de Pernambuco. Para eles, também seria importante que houvesse representação nacional em todas as plenárias

Apesar das críticas, os movimentos sociais estão organizando propostas para serem inseridas na plataforma do Plano Clima Participativo. As propostas ficarão disponíveis para votação até o final de agosto.

ACESSE AQUI A PLATAFORMA  

 


Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *