Convivência com o Semiárido

Cáritas Regionais se reúnem para discutir fortalecimento das ações de Convivência com o Semiárido

Cáritas Regionais se reúnem para discutir fortalecimento das ações de Convivência com o Semiárido

O encontro reuniu na cidade do Recife seis regionais da Rede Cáritas que atuam no Semiárido brasileiro, além de representantes do secretariado nacional

A Cáritas Brasileira realizou no sábado (11) uma reunião para discutir a consolidação do programa de Convivência com o Semiárido. O encontro aconteceu na sede da Cáritas Regional NE2 na cidade do Recife (PE).

A reunião teve a presença dos secretários, secretárias e agentes de seis regionais da Rede Cáritas: Regional Ceará, NE2, NE3, Piauí, Maranhão, Minas Gerais, além de representantes da coordenação colegiada do secretariado nacional. Esses regionais atuam e desenvolvem ações na região do Semiárido brasileiro, que abrange os nove Estados do Nordeste além de Minas Gerais.

O objetivo do encontro foi analisar o contexto atual do Semiárido na perspectiva da construção de estratégias para o fortalecimento da ação da Cáritas, em parceria com os movimentos sociais, a Articulação no Semiárido Brasileiro (ASA) e o Estado, tendo em vista o desenvolvimento sustentável territorial do Semiárido.

De acordo com o assessor da Cáritas Piauí, Carlos Humberto Campos, que também integra a coordenação executiva da ASA e é vice-presidente da Associação Programa Um Milhão de Cisternas (AP1MC), o encontro é de fundamental importância para a Cáritas. “Nossa proposta é consolidar a nossa ação articulada dentro da rede ASA, bem como com outras articulações e movimentos sociais, para ampliar nosso trabalho de convivência com o Semiárido”, disse.

No primeiro momento da reunião, os seis regionais apresentaram uma síntese do trabalho desenvolvido em cada regional, no contexto do Semiárido, destacando aspectos como conquistas, dificuldades e possibilidades na trajetória de execução dessas ações. O momento foi conduzido por Valquíria Lima, da Cáritas Regional Minas Gerais.

Em seguida, o assessor e membro da colegiada nacional da Cáritas Brasileira, Luiz Claudio Mandela, facilitou uma análise da atual conjuntura do Semiárido. A reflexão instigou o debate entre os participantes.

Segundo o articulador da Cáritas NE2, integrante do Fórum de Articulação Paraibano e membro (suplente) da coordenação executiva da ASA, José de Anchieta Assis, a Cáritas, historicamente esteve presente na construção desse modelo de convivência com a realidade do Semiárido, e desse novo imaginário que se contrapõe ao imaginário anterior que pregava o combate a seca.

“Hoje acredito que acertamos trabalhando com essa ideia de convivência com o Semiárido. Espero sair desse encontro com um planejamento mais coletivo, para que a gente possa se fortalecer enquanto Cáritas, e também possa qualificar nosso trabalho no espaço da ASA.”, explicou José de Anchieta.

A coordenadora do Programa Uma Terra e Duas Águas (P1+2) na região da diocese de Garanhuns (PE) e agente Cáritas, Flavianeide Pereira, faz uma avaliação positiva sobre a reunião. Para ela, retomar essa discussão sobre a temática do Semiárido dentro da Cáritas, e ainda convidar os regionais que atuam diretamente nessa região para dialogar de forma mais articulada, é algo muito importante e oportuno, e que visa fortalecer o trabalho da Cáritas.

“A partir da análise e leitura que fizemos nesse encontro, os encaminhamentos apontam para que a gente defina um momento de aprofundamento da nossa ação, bem como de construção de estratégias para uma maior articulação, a partir do potencial que nós temos hoje na rede Cáritas. Então, a partir daí a gente parte para consolidar, realmente, o projeto político de Convivência com o Semiárido”, concluiu Carlos Humberto.

Entre os encaminhamentos, foi formada uma comissão composta por pessoas de referência de cada regional e secretariado nacional, que irá acompanhar os compromissos coletivos, as prioridades e definições relacionadas a retomada das discussões para o fortalecimento do programa de Convivência com o Semiárido da Cáritas.

                     

 Por Kilma Ferreira – Assessoria de Comunicação Cáritas NE2.


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