Cáritas Regional NE2 participa de encontro sobre chegada de indígenas venezuelanos no Recife

A Cáritas Regional Nordeste II esteve presente na tarde dessa segunda-feira (14), em reunião especial da Comissão de Direitos Humanos e Cidadania da Câmara do Recife, que tratou da situação do grupo de migrantes indígenas venezuelanos que chegaram na cidade há cerca de 15 dias. Apesar de o público não fazer parte do Programa Pana de atenção a migrantes e refugiados executado pela entidade, os técnicos têm acompanhado e contribuído para a acolhida de cerca de 55 pessoas, entre elas mulheres e crianças, que estão em situação de mendicância e vulnerabilidade pelas ruas do Recife.
Uma comissão formada por parte do Comitê de Promoção dos Direitos das Pessoas em Situação de Migração, Refúgio e Apatradia (CPDPSM), do qual a Cáritas Regional NE2 é integrante, assim como representantes das gestões municipal e estadual, de organizações não governamentais e dos vereadores conversaram com os migrantes presentes no encontro para buscar entender suas necessidades, buscar soluções para questões mais urgentes, assim como para dar garantia de direitos aos solicitantes de refúgio que entraram no país e estão na capital pernambucana.
Durante a reunião ficou acertado que o grupo irá colaborar com a Prefeitura da cidade do Recife, no sentido de repassarem os dados individuais para as equipes do Serviço de Abordagem Social da Secretaria de Secretaria de Desenvolvimento Social, Juventude, Política Sobre Drogas e Direitos Humanos – SDSJPDDH. A partir desse primeiro contato e levantamento, os demais órgãos e entidades se reunirão para dar os encaminhamentos necessários para garantir a permanência dos recém-chegados com maior qualidade de vida na cidade.
Para a psicóloga do Pana, Luciana Florêncio, a Cáritas e as demais entidades da Sociedade Civil que estiveram na reunião ofereceram apoio no sentido de fortalecer as políticas públicas necessárias às garantias de direitos para a população que acabou de chegar e precisa de encaminhamentos. “Nossa contribuição para os trabalhos com esses venezuelanos específicos se dará com a troca de experiências, informações e conhecimentos sobre o grupo que já passou por algumas outras capitais onde a Cáritas também atua”, explica.