Cáritas Regional NE2 participa de seminário sobre transição energética justa e popular

O evento foi promovido pelo Fórum de Mudanças Climáticas e Justiça Socioambiental núcleo Nordeste, do qual a instituição é integrante
Nos dias 8 e 15 de maio, a Cáritas Regional NE2 participou do Seminário de Transição Energética Justa e Popular para o Nordeste da gente, promovido pelo Núcleo NE do Fórum de Mudanças Climáticas e Justiça Socioambiental (FMCJS), pelo Comitê de Energia Renovável (CERSA), pela Frente Por Uma Nova Política Energética para o Brasil e pela Cáritas Brasileira, como parte do projeto “Cuidando da Casa Comum”, apoiado pela instituição católica alemã Misereor.
O encontro aconteceu virtualmente, através da plataforma Zoom Meeting, e teve como propósito definir estratégias e objetivos comuns para a região do Nordeste, com vistas à transição justa e popular alinhadas com os movimentos nacional e internacional; elaborar diretrizes comuns para a organização das articulações estaduais e biomas; e definir bandeiras e estratégias de lutas imediatas.
A atividade reuniu mais de 60 membros de organizações, universidades, movimentos e associações que têm atuação com a temática e que integram o FMCJS. Na pauta do primeiro dia, um painel discutiu o panorama e os desafios da transição energética justa e popular, seguido de um debate sobre as principais questões abordadas. O painel foi ministrado pelos palestrantes Tânia Ricaldi, pesquisadora do Centro de Estudos Superiores Universitários da Universidad Mayor de San Simón (CESU-UMSS), da Bolívia; e por Joílson Costa, engenheiro elétrico e coordenador da Frente Por Uma Nova Política Energética. Também foram mostradas nove experiências exitosas dos diversos biomas brasileiros, promovendo um intercâmbio sobre o que está sendo realizado pelas organizações de experiências concretas envolvendo a transição energética justa e popular nessas regiões.
No dia 15, ocorreu um painel que trouxe como questão central como os biomas nordestinos estão sendo impactados pela indústria energética, ministrado pelo professor Alexandre Costa, da Universidade Estadual do Ceará (UECE), e pela climatóloga do Instituto Agronômico de Pernambuco, Francis Lacerda. Após as palestras, os participantes foram divididos em grupos, por estados, para discutir quais os principais desafios, estratégias de enfrentamento e ações concretas para a construção da TEJP no Nordeste. O encontro foi finalizado com a apresentação de estratégias e propostas de ações concretas, além da construção coletiva de uma Carta Pública do seminário.
Para a assessora regional da Cáritas Nordeste 2, Bruna Suianne, a participação nessas discussões possibilita a construção de estratégias coletivas e incidência nas comunidades. “É fundamental que o que nós vivenciamos nesses dois dias também seja divulgado e repassado para toda a sociedade, que ainda não tem conhecimento sobre as reais problemáticas causadas pelos atuais modelos energéticos que excluem e segregam a população mais vulnerável. Essa transição precisa acontecer de forma justa, popular e também inclusiva, como foi mostrado nas experiências que já acontecem em todo o Nordeste”, reforçou.