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Copa dos Refugiados dá exemplo de solidariedade no Recife

Copa dos Refugiados dá exemplo de solidariedade no Recife

O dia foi de festa, torcida e integração na Arena de Pernambuco. O time campeão vai para o Rio de Janeiro representar todos os refugiados e imigrantes que vivem no Estado.

A solidariedade cristã entre os povos, na qual não devem existir barreiras nem fronteiras, foi o que reinou na etapa Recife da Copa dos Refugiados e Imigrantes, realizada na manhã deste domingo (15), na Arena de Pernambuco. A missão que identifica a Cáritas no mundo inteiro invadiu o gramado e transformou a voz das nações brasileira, venezuelana, senegalesa e cabo verdense em um só coro ao grito de gol.

O domingo foi de festa, integração, respeito, bola rolando e alegria dos Campeões. A seleção do Cabo Verde jogou, suou a camisa, marcou gol e levou o troféu da Copa dos Refugiados 2019 na etapa do Recife. Porém, nesse jogo só teve vencedores e quem perdeu no campo ganhou a experiência de vivenciar um dia onde a bandeira de Pernambuco ficou ainda mais colorida, mais multicultural e de mais povos. Agora, os jogadores que levaram a medalha de ouro deixam de representar o país africano e seguem no campeonato representando Recife e todas as nações que vivem na cidade.

Quem participou do evento saiu com a certeza da missão cumprida, trazida no tema “Reserve um minuto para ouvir uma pessoa que deixou o seu país”. Os preparativos para o campeonato já mostravam que apenas com solidariedade e união seria possível trazer a Copa para o Recife.  O apoio de parceiros como o Governo do Estado, que cedeu o campo, a Defensoria Pública da União (DPU), o Grupo de Embaixadores para o Desenvolvimento (Gade), a Associação dos Povos de África, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), a Agencia da Onu para Refugiados (Unhcr Acnur), a ONU Migração (OIM), a Federação Pernambucana de Futebol e o Projeto Pana, executado pela Cáritas Regional Nordeste 2, foram fundamentais para a realização da competição.

Para o secretário regional da Cáritas Regional Nordeste 2, Antônio Lisboa, presente no evento, a missão da Entidade é estar junto com as pessoas em situação de vulnerabilidade e exclusão social e, nesse sentido, a proposta dos jogos esteve em total sintonia com a Igreja Católica. “Muito além do dia da Copa, os times se fortaleceram na caminhada até o campo. Eles treinaram, jogaram, planejaram e sonharam juntos, o que contribuiu para a integração entre os migrantes venezuelanos e de outros países com os brasileiros”.

Através do futebol, a sociedade pernambucana conheceu os refugiados e imigrantes, assim como as lutas contra os preconceitos, discriminação e xenofobia que enfrentam. A Copa mostrou que através da linguagem universal do esporte é possível pedir a sociedade mais respeito, mais inserção no mercado de trabalho e a manutenção das tradições culturais desses povos.

Segundo o presidente a África do Coração, organização idealizadora da Copa dos Refugiados, Jean Katumba, os participantes entraram no campo para fazer gol e foram protagonistas da integração proposta pelo projeto. “Ainda é uma primeira edição, nosso desejo é que nas próximas edições os brasileiros encham os estádios torcendo pelos imigrantes, pois isso é adotar e participar da causa, que é a de abraçar cada imigrante que está nesse país”.


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