Encontro da Cáritas reflete sobre perfil do voluntariado
A Cáritas Brasileira acredita no poder transformador da solidariedade. E, neste ano, por ocasião das comemorações dos seus 60 anos, a entidade celebra a caminhada junto aos 10 mil voluntários/as que somam esforços para que essa transformação aconteça. Nesse sentido, a Rede Cáritas reafirmou seu compromisso na acolhida e cuidado com esses agentes durante o I Encontro Nacional de Voluntários/as, realizado nos dias 1º e 2 de junho no auditório do Instituto Federal do Ceará, em Crateús/CE. A atividade ocorreu dentro da programação da 12ª Feira da Agricultura Familiar e Economia Popular Solidária dos Territórios de Inhamuns e Crateús.
Com o tema “Voluntários e Voluntárias a Serviço da Transformação Social”, o encontro reuniu cerca de 60 agentes Cáritas de 11 regionais, que refletiram sobre o perfil do voluntariado e a missão da entidade. O lema “Doar generosamente tempo, talentos e dons” apoiou-se em Lucas 10,25-37, que aborda a parábola do Bom Samaritano: o amor é prática concreta. De acordo com o assessor nacional da Cáritas Brasileira Marcelo Lemos, o resultado das reflexões subsidiará a construção da Política Nacional de Voluntariado e do Manual de Procedimentos para o trabalho voluntário na Rede Cáritas.
Para Lemos, o próximo passo é dialogar com o Grupo de Trabalho (GT) Nacional de Voluntariado sobre os principais encaminhamentos do encontro. E, ainda nos meses de junho, julho e agosto, trabalhar a formatação e a densidade desse conteúdo oriundo das discussões. “Em seguida, vamos disponibilizar esse material para consulta. Ou seja, a Rede Cáritas poderá fazer considerações e intervenções a partir das diversas realidades”, explicou o assessor nacional.
O processo de construção da Política Nacional de Voluntariado e do Manual de Procedimentos tem como parâmetro três eixos estruturantes: a caracterização da missão da Cáritas e a relação com o/a voluntário/a; itinerário de formação para pastoralidade e inserção e permanência desse agente voluntário na Rede Cáritas; mecanismos de acompanhamento, de relacionamento com as pessoas, avaliação e monitoramento.
Voluntariado na Rede
Para a coordenadora de projetos na Cáritas Arquidiocesana de Fortaleza (Regional Ceará), Ana Maria de Freitas, a discussão sobre voluntariado é urgente e necessária, uma vez que os voluntários são a maioria na Rede Cáritas. “Não podemos deixar de ressaltar esta dimensão da pastoralidade e gratuidade desses serviços, dos agentes que se doam de forma voluntária pelo desejo de fazer o bem, de construir e transformar a sociedade”, destacou.
Voluntário há 25 anos, José Matias Irmão acredita que o voluntariado é uma vocação. “É preciso ter identificação com a missão da entidade, e a missão da Cáritas é um convite a defender a vida”, disse Matias, que atua na comunidade Mangabeiras, no município alagoano de Arapiraca, integra a gestão da Cáritas Diocesana de Penedo e é membro do Conselho Regional da Cáritas Nordeste 2.
A partir do encontro nacional, a perspectiva do GT de Voluntariado é ressoar mais esta temática nas caravanas regionais e nos espaços inter-regionais para levá-la até o V Congresso Nacional da Cáritas Brasileira, previsto para o mês de novembro, em Aparecida, no interior de São Paulo.
Por Kilma Ferreira / Assessoria de Comunicação da Cáritas NE2