Evento em Terezinha (PE) celebra a agricultura familiar da região

A Cáritas Brasileira Regional Nordeste 2 e o Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Terezinha vão celebrar, no próximo domingo (27), a partir das 15h, no Centro da cidade, a 7ª Festa do Agricultor. Na ocasião, o bispo da Diocese de Garanhuns, Dom Paulo Jackson, celebrará uma missão em ação de graças pela vida dos/as agricultores/as que, por meio do trabalho no campo, garantem o alimento na mesa de 70% das famílias brasileiras. A programação da festa conta, também, com a inauguração da nova sede do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Terezinha, apresentações culturais, sorteios de brindes e discursos com autoridades locais.
TRANSFORMAÇÃO SOCIAL
Terezinha é um dos municípios acompanhados pelo Programa de Convivência com o Semiárido da Cáritas Nordeste 2. Até este ano, a instituição já havia implementado mais de 350 tecnologias sociais de armazenamento de água, com fins na produção de alimentos e criação animal de pequeno e médio portes, por meio do Programa Uma Terra e Duas Águas (P1+2), da Articulação Semiárido Brasileiro (ASA).
A agricultora Sebastiana Lima (foto acima), moradora da comunidade Cacimba Velha, conta que teve a vida da família transformada, em 2012, ao ser contemplada com uma cisterna enxurrada do P1+2. Além da tecnologia, ela também teve a oportunidade de participar de capacitações e ter acompanhamento técnico na propriedade, a fim de que pudesse produzir de forma mais saudável. “Temos pouca terra, mas aqui nós produzimos de tudo. Consumimos aquilo que cultivamos e o excedente levamos para comercializar na feira em Bom Conselho”, afirmou.
Outra família terezinhense, que foi acompanhada pela Cáritas, é de dona Juleide Monteiro (foto à esquerda), da comunidade Poços. Além de ser agente comunitária de saúde, ela começou a se dedicar à agricultura orgânica, após participar do processo de formação que culminou na construção da cisterna. “Lembro que eu ia para a feira, comprava várias verduras e, quando eu chegava em casa, colocava no hipoclorito para fazer a higienização dos alimentos, porque ali tem veneno. Hoje, é tudo plantado ao redor de casa. Então, não é só a questão financeira que mudou, mas também a qualidade de vida, pois comemos sem medo”, finalizou.
Por Lidiane Santos | Assessoria de Comunicação do Regional NE2