FSM: Marcha de abertura leva para as ruas de Salvador as lutas de diversos grupos da sociedade civil

A tarde desta terça-feira (13) marcou a abertura do Fórum Social Mundial que é realizado na capital baiana com o lema “Resistir é criar, resistir é transformar”. A caminhada que saiu do Campo Grande, por volta das 16h30, percorreu territórios que fazem parte da vida da cidade, como a Avenida Sete de Setembro e a Praça Castro Alves, ponto final do percurso de quase três quilômetros animados por batuques, manifestações artísticas, além de muitos cartazes, faixas e bandeiras.
A ruas tomadas por pessoas vindas de todas as partes do Brasil e do mundo, com as mais variadas bandeiras de lutas, deram uma mostra do que será compartilhado, denunciado e anunciado no Fórum Social Mundial nos seus cinco dias de programação.
Com a participação de cerca de 120 pessoas, a Cáritas Brasileira marcou presença na caminhada com suas bandeiras de lutas e a comunhão com todas as pessoas, organizações da sociedade civil e igrejas que também acreditam em um outro mundo possível.
Durante o FSM os agentes Cáritas vão participar de diversas atividades entre painéis, rodas de conversa e seminários. A secretária executiva da Cáritas Brasileira Regional Nordeste 3 (Bahia e Sergipe), Cátia Cardoso, explicou como o grupo se organizou quanto à programação: “a partir da metodologia do Fórum Social Mundial, que é a construção de atividades autogestionadas, as organizações, movimentos, grupos, pastorais, tendem a organizar suas atividades a partir das temáticas que integram sua linha de ação” enfatizou. A secretário executiva do Regional Nordeste 3 também explicou como a Cáritas organizou as atividades para toda a rede no FSM: “A gente construiu esse processo com as pastorais sociais e trazendo os temas que são mais fortes para a construção da nossa caminhada, então temos temáticas ligadas à terra, território, a defesa do direito á água, estamos muito envolvidos também com a temática da economia popular solidária, a questão dos direitos da juventude, ações dentro da temática da mulher, da migração e também do ecumenismo, junto com outras igrejas fazendo esse debate do papel das igrejas nesse momento político tanto no Brasil quanto na América Latina”.
Nesta quarta-feira (14) a Cáritas Brasileira realiza, na programação do FSM, o Seminário Internacional O rosto da mulher na migração atual. Seminário terá um momento de diálogo com a assessora do Centro Scalabriano de Estudos Migratórios (CSEM), Carmem Lussi, e a representante da Cáritas Internacional, Martina Liebsch, falando da realidade da mulher migrante no Brasil e no Mundo. O momento terá ainda a participação de Myria Toukmaji (Síria), Marifer Rangel (Venezuela) e Prudence Kalambay (República Democrática de Congo), três mulheres migrantes que vivem no Brasil. A atividade acontece no auditório do Convento de São Francisco, no Pelourinho, das 9h às 12h.
O período da tarde será marcado pelo Painel Conflitos socioambientais e a perspectiva da construção do Bem Viver. O momento terá presenças importantes no cenário da luta para garantia de direitos das comunidades tradicionais indígenas, quilombolas e ribeirinhas como Ruben Siqueira (Comissão Pastoral da Terra – CPT), Carolina dos Anjos (Professora da Universidade Federal do Paraná), Rosivaldo Ferreira da Silva (Cacique Babau – Tupinambá, Fátima Barros (Quilombola –Tocantins),Agricultura Familiar (Movimento Pequenos de Agricultores – MPA), entre outros.
Por Jucelene Rocha | Rede de Comunicadores/as da Cáritas Brasileira | Secretariado Nacional