Gestores escolares concluem formação do Programa Cisternas nas Escolas

A Cáritas Brasileira Regional Nordeste 2 realizou, nos dias 13 e 14 deste mês, na Escola Municipal Monsenhor José de Anchieta Callou, em Caetés (PE), o terceiro e último módulo da Oficina de Educação Contextualizada para a Convivência com o Semiárido. A formação faz parte do Programa Cisternas nas Escolas, da Articulação Semiárido Brasileiro (ASA), e teve como objetivo capacitar os gestores das escolas contempladas com o projeto.
No primeiro dia de evento, estudantes e gestores escolares realizaram uma exposição dos materiais que foram produzidos a partir do olhar da educação contextualizada. De acordo com esse modelo de ensino e aprendizagem, é estabelecido um vínculo direto com as pessoas e com a identidade cultural da região. No caso do Semiárido, destacam-se com maior força a luta pela terra, pela água, dentre outras causas. Todo esse processo tem o objetivo de promover uma educação transformadora e à serviço da comunidade.
No dia seguinte, o evento culminou na discussão dos temas “Produção agroecológica na perspectiva do Semiárido”, ministrada pelos agentes Cáritas, Samuel Barros e Avila Pontes; e também sobre “Políticas Públicas”, com Flavianeide Pereira. Após o debate, os gestores escolares avaliaram o processo de formação, bem como as demais ações do projeto na região.
A professora Cícera Alves, da Escola Municipal João Alexandre da Silva, em Caetés, acredita que a formação foi um divisor de águas. “No início, eu pensei que as capacitações só abordariam das questões referentes às cisternas, mas foi além disso devido aos intercâmbios. O conhecimento que adquirimos nos lugares em que visitamos já estão sendo multiplicados nas escolas, mas também nas nossas casas, porque a partir do momento que a gente participa de uma formação como essa, passa a existir uma mudança no âmbito profissional e também no particular. Discutir a construção da identidade do Semiárido abriu nossos olhos”, afirmou.
Se por um lado a experiência de conhecer o Semiárido foi uma experiência nova para os gestores escolares, para os agentes Cáritas, por sua vez, chegar nas escolas rurais representa a conquista de um novo espaço de atuação. Embora a Organização tenha experiência na implementação de cisternas para consumo humano e para a produção de alimentos, esta foi a primeira vez a adentar em instituições de ensino. De acordo com a assessora regional do Programa de Convivência com o Semiárido, Flavianeide Pereira, a experiência também foi de aprendizado para os agentes Cáritas, por ter sido algo inédito.
AÇÕES – O Programa Cisternas nas Escolas, implementado no Agreste Meridional de Pernambuco, contemplou 46 tecnologias sociais de captação e armazenamento de água da chuva para o consumo humano. Dessas, 20 foram construídas no município de Caetés, 14 em Capoeiras e 12 em Calçado. Cada reservatório tem capacidade para guardar 52 mil litros de água.
Por Lidiane Santos | Assessoria de Comunicação do Regional NE2