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Memória das lutas sociais no Brasil marca a abertura do Encontro das Pastorais Sociais do Nordeste

Memória das lutas sociais no Brasil marca a abertura do Encontro das Pastorais Sociais do Nordeste

A chuva fina que caiu na manhã desta quinta (19\10), em Canudos (BA), anunciou a abertura do Encontro das Pastorais Sociais do Nordeste. Reunidos ao pé da estátua de Antonio Conselheiro, no Memorial Antonio Conselheiro, representantes de todos os estados nordestinos participaram do momento inicial de mística e espiritualidade. O evento integra a programação da 30ª Romaria de Canudos, que segue até domingo (22\10).

Em seguida, o Padre José Alberto Gonçalves, da Paroquia Santo Antonio de Canudos rememorou o papel histórico de Canudos na história brasileira e a importância das romarias. “ A romaria não celebra o massacre, mas a resistência do povo de Canudos. Ela tem sido uma memória contextualizada”, explica.

A programação da manhã foi encerrada com a mesa A retomada do Caminho de Construção do Projeto Popular para o Brasil feito pelas Pastorais Sociais do Nordeste, facilitada por Daniel Seidel, representante da executiva das pastorais sociais da CNBB. Na ocasião Seid propôs um exercício de memória coletiva e convidou o público a falar sobre as lutas do povo brasileiro anteriores a década de 60, dentre as quais foram citadas a resistência indígena, Canudos, Ligas Camponesas, Guerrilha do Araguaia, Revolta dos Malês e Palmares.

Daniel apresentou a cronologia das Semanas Sociais Brasileiras e seus frutos, a citar como exemplo a primeira edição, realizada em 1994, que impulsionou a criação do Grito dos\das Excluídos\as. “As lutas vêm a partir de uma demanda social da população, das necessidades concretas. É assim que nascem as semanas sociais brasileiras”, concluiu.

A programação do encontro retorna às 14h30 com a mesa Revisitando Paulo Freire numa Perspectiva de Descolonização.

Por Morgana Damásio | Assessoria de Comunicação da Cáritas NE3
Fotos: Allan Lusttosa | Assessoria de Comunicação da Cáritas NE3


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