Migrantes venezuelanos na pauta de encontro da Comissão Regional para a Ação Sociotransformadora e CBNE2

Fugindo da crise política, econômica e humanitária que a Venezuela enfrenta, indígenas da etnia Warao, chegaram na Capital pernambucana entre 2018 e 2019, e desde então essa população tem sofrido violações e garantia de direitos com especial enfoque e desrespeitos através do falho acolhimento conferido pelos poderes públicos.
Sem trabalho, moradia adequada e vivendo de doações, este povo enfrenta uma condição de hipervulnerabilidade. Este quadro é agravado pela negação do direito fundamental à saúde, em meio à crise sanitária causada pelo novo coronavírus.
Neste sentido, organizações da sociedade civil, Igreja e movimentos sociais divulgaram a negligência do Estado e autoridades competentes através de carta denúncia, no início de dezembro, com destaque para o item moradia devido as condições insalubres que os indígenas waraos vem atravessado nos últimos meses.
Na última terça-feira, 15, Dom Limacedo, bispo auxiliar da Arquidiocese de Olinda e Recife e presidente da Comissão Regional para a Ação Sociotransformadora da CNBB NE2, acompanhado do padre Josenildo Tavares, coordenador arquidiocesano de pastorais do NE2, e Vivian Santana, secretária da Ação Sociotransformadora visitaram o escritório da CBNE2 onde foram apresentadas as ações emergenciais no combate à Covid-19 realizadas em 2020 pela CBNE2 , e planejamento de iniciativas para a temática de Migração e Refúgio no NE2.
Dentro do diálogo da temática de Migração e Refúgio houve visita a um espaço para acolhimento dessas famílias, com possibilidade de iniciativas e parcerias que possam atender as necessidades dessas famílias permitindo assim a garantia de Direitos.