“O pensamento de Paulo Freire é mais que um legado pedagógico”

“O pensamento de Paulo Freire é mais que um legado pedagógico”. É o que pensa Alzira Medeiros, socióloga e comunicadora popular, que facilitou a mesa Revisitando Paulo Freire numa Perspectiva Descolonizadora, na tarde desta quinta (19\10), durante o Encontro das Pastorais Sociais do Nordeste. O evento integra a programação da 30ª Romaria de Canudos, que segue até domingo (22\10).
Alzira iniciou sua fala percorrendo o caminho da educação no país, sinalizando que historicamente nos foi imposto um modelo que não dialoga com as bases de vivência e realidade dos povos da América Latina. “ Nesse contexto, Paulo Freire questionava a construção do conhecimento colonialista em contraposição a uma ideia de ciência e educação linear, que apenas se reproduz”, explica, sinalizando que existe uma tentativa de destituir Paulo Freire como patrono da educação brasileira, decorrente da “ disputa política, ideologia e civilizatória” que a América Latina vive hoje.
Para Alzira um dos principais pontos da pedagogia de Paulo Freire é a perspectiva de contextualização do conhecimento e da aprendizagem. “Ele coloca em questão a ideia de que os pobres, os oprimidos e os camponeses podem pensar sobre suas vidas e ter uma aprendizagem diferente para transformar suas vidas”, afirma.
A programação do encontro será seguida com o Painel Testemunhos: Experiências que atualizam o projeto de Bem viver vivenciado em Canudos, com a partilha de vivências de Povos Indígenas , Povos Quilombolas , Famílias do Semiárido, Povos de Rua, Pescadores(as)/Ribeirinhos(as) , Fundo de Pastos e Juventude Urbana.
Por Morgana Damásio | Assessoria de Comunicação da Cáritas NE3
Fotos: Allan Lusttosa | Assessoria de Comunicação da Cáritas NE3