Primeira reunião do Comitê sobre migrantes discute acesso ao mercado de trabalho para venezuelanos

O acesso ao mercado de trabalho para venezuelanos, em especial mulheres jovens, foi pauta principal da reunião do Comitê de Promoção dos Direitos das Pessoas em Situação de Migração, Refúgio e Apatradia (CPDPSM), que aconteceu na manhã dessa sexta-feira (17), na sede do Conselho Regional de Psicologia do Recife, com a coordenação dos técnicos do Programa Creciendo, executado pela Cáritas Brasileira Regional Nordeste 2 em parceria com a Fundação Interamericana (IAF).
Na abertura da reunião, foi apresentado pela a equipe da Cáritas Brasileira Regional Nordeste 2 os resultados do Diagnóstico Rápido Urbano Participativo (DRUP), realizado com 88 venezuelanos, e que aponta direções para as ações que serão traçadas pela Cáritas, mas também pelos demais Órgãos do Estado e sociedade civil que compõem o Comitê. O estudo feito em parceria com doutorandos da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), mostra também aspectos culturais e socioeconômicos dos venezuelanos que chegaram a Pernambuco, suas necessidades atuais e as perspectivas para o futuro.
Para a Coordenadora do Programa Creciendo, Luciana Florêncio, o diagnóstico revelou que 61% dos migrantes venezuelanos que estão fora do mercado de trabalho são mulheres jovens. “Dos entrevistados, 77% se reconhece como empreendedor. A maioria deseja ser capacitada para que possam trabalhar no mercado informal de alimentação, moda, artesanato, tecnologia e saúde, entre outros”.
Em pauta também estiveram as discussões sobre os venezuelanos da etnia Warao e as novas denúncias que têm chegado ao Ministério Público de Pernambuco (MPPE), sobre as condições de vida do grupo. Os participantes discutiram ainda as articulações para empregabilidade que estão sendo realizadas pelo Ministérios Público do Trabalho (NPT), um encontro entre crianças e adolescentes migrantes de Angola e Venezuela, assim como a exibição, na próxima segunda-feira (20), do documentário Vindas e Vidas, uma produção do Ministério Público Federal (MPF) em parceria com a Universidade Católica de Pernambuco (Unicap) e Cáritas Brasileira Regional NE2.
A reunião contou ainda com a presença de representantes do Tribunal de Contas de Pe, CIMI NE, AMAI, Unicap, Instituto Aliança, Secretaria de Desenvolvimento Social de Carpina e Aldeias Infantis.