Projeto Fortalecimento Econômico de Jovens Rurais do Semiárido contempla juventude com empreendimentos rurais no município de Bom Conselho, Agreste de Pernambuco

A iniciativa é uma parceria da Cáritas Brasileira NE2 e a instituição espanhola Manos Unidas, e contemplou 64 jovens de comunidades quilombolas e rurais
O Projeto de Fortalecimento Econômico de Jovens Rurais do Semiárido foi desenvolvido nas Comunidades Quilombolas de Angicos, Amargoso, Flores e no Distrito Rural da Barra da Brejo no município de Bom Conselho, Agreste Meridional de Pernambuco. O objetivo principal foi formar e fomentar iniciativas produtivas empreendedoras de 64 jovens, sendo 38 mulheres e 26 homens, com foco no aprofundamento técnico em temas relacionados ao processo de produção (em especial a de base agroecológica), à gestão dos produtos, ao empreendedorismo juvenil e nas estratégias para comercialização dos produtos e serviços deste público.
Dentre os 64 jovens, 31 tiveram os seus empreendimentos produtivos contemplados com incentivo financeiro do Projeto, 14 voltados a crição de suinos; quatro na criação de aves; oito na criação de ovinos; um na linha de artesanato; uma pastelaria; um salão de beleza; uma lanchonete e uma lojinha online de bolsas e bijuterias. Os jovens receberam insumos, equipamentos, animais, ração e toda assistência técnica para o pleno funcionamento de cada empreendimento.
Dos empreendimentos produtivos instalados, 21 deles são de jovens mulheres Quilombolas e da área rural, jovens que tiveram a oporturnidade de criar e fomentar seus empreendimentos produtivos nas diversas áreas de produção , a partir da chegada do Projeto em suas comunidades, e que estão gerando renda e fortalecendo seus vinculos com o campo, contribuindo para o desenvolvimento econômico de suas comunidades.
Microempreendimentos
O objetivo do fortalecimento dos microempreendimentos juvenis e, posteriormente, o recebimento dos animais e a ração a qual a juventude rural teve acesso como forma de incentivar na Produção Sustentável e na Comercialização Justa e Solidária visou a independência financeira dos selecionados e também a promoção da transformação local.
Para ter acesso aos materiais, os inscritos enviaram seus Planos de Negócios, que foram aprovados na primeira seleção da instituição. Com os produtos em mãos, os integrantes da ação foram incentivados a promoverem processos comunitários sustentáveis que integraram a transformação local, por meio da participação social, da produção de base agroecológica e da comercialização justa e solidária, através do protagonismo juvenil.
Intercâmbio
No dia 19 de maio, aconteceu um intercâmbio no município de Glória do Goitá, Pernambuco, para cerca de 30 jovens acompanhados pelo Projeto. O momento foi dividido em duas partes, onde na primeira, os jovens conheceram a experiência da ONG Acreditar, que trabalha ofertando formações, oficinas e cursos na linha da qualificação profissional e preparação para o mercado de trabalho para jovens e mulheres empreendedoras, e na linha de frente à promoção do protagonismo feminino. Fundada em 2006, a organização tem seu corpo de funcionários formado majoritariamente por mulheres, possuindo ações em 5 municípios: Glória do Goitá, Chã de Alegria, Lagoa de Itaenga, Pombos e parte de Vitória de Santo Antão.
Na parte da tarde, os jovens visitaram o Serviço de Tecnologia Alternativa – SERTA onde conheceram diversas tecnologias sociais, como biodigestor, fogão ecológico, canteiros econômicos irrigados com águas de reuso, aguaponia, florestas inteligentes, criação ecológica de animais e etc. Durante a visita guiada pelos estudantes da organização, os jovens aprenderam sobre o manejo das tecnologias, tendo em vista que muitos deles tem práticas bem comuns e se encaixam nos empreendimentos selecionados pelo Projeto.
“ Na tarde de hoje eu vou levar um bom conhecimento sobre a água cinza, que é um tipo de água que pode ser reutilizada em canteiros econômicos, isso vai ser bem útil para mim”, declara João Paulo, jovem quilombola da Comunidade Quilombola Amargoso, em Bom Conselho –PE.
O projeto finaliza com destaque para o fortalecimento institucional e desenvolvimento juvenil através de processos produtivos em comunidades tradicionais.