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Seminário Estadual de Economia Popular Solidária aprofunda desafios e estratégias entre grupos na Paraíba

Seminário Estadual de Economia Popular Solidária aprofunda desafios e estratégias entre grupos na Paraíba

Com o tema “Um outro mercado é possível: a comercialização coletiva como estratégia de fortalecimento da Economia Popular Solidária e da Agricultura Familiar”, a Cáritas Brasileira Regional NE2, por meio da assessoria regional de Economia Popular Solidária (EPS) promoveu o Seminário Estadual de Economia Popular Solidária, na cidade de Campina Grande (PB), no último dia 24 de julho.

O objetivo do seminário foi aprofundar o entendimento sobre os desafios do movimento da economia popular solidária (EPS), fortalecer os laços de solidariedade e cooperação entre os participantes, debater temas importantes com os grupos assessorados pela Cáritas NE2, tais como: as estratégias de comercialização dos grupos e arranjos produtivos na Economia Popular Solidária e o “Mercado” na Economia Solidária: Identificando as “luzes” e “sombras” para construção da sociedade do Bem Viver.

O seminário contou com participação dos grupos de EPS assessorados pelas entidades membro na Rede Cáritas, no estado da Paraíba, são elas: Cáritas Diocesana de Campina Grande, Ação Social Arquidiocesana de João Pessoa (ASA PB), Ação Social Diocesana de Patos (ASDPPB), Ação Social Diocesana de Cajazeiras (ASDICA), Cáritas Diocesana de Guarabira,  e parceiros GT de comercialização da ASA, ASPTA e Bolo Sindical da Borborema. Ao todo cerca de 15 grupos  de diversos segmentos participaram como artesanato, gastronomia, produtos fitoterápicos como sabão e sabonetes ecológicos, doces, bolos, pinturas, crochês, além de artesanato indígena warao, etc.

Representando a Cáritas Diocesana de Campina Grande (PB), a professora Maria Gorete comentou sobre o projeto da dignidade menstrual executado pela entidade membro na comercialização de absorventes ecológicos na perspectiva da ginecologia natural. “Eu parabenizo, pois antigamente nossas mães usam paninhos e tinham mais saúde, hoje os absorventes tem muito agrotóxicos, desejo que esse projeto aumente cada vez mais”.

A programação iniciou com um momento de mística e apresentação das estratégias de comercialização dos grupos e arranjos produtivos de EPS que trouxeram suas experiências de comercialização coletiva em cada território. No segundo, momento uma exposição dialogada apresentou o tema Mercado” na Economia Solidária: Identificando as “luzes”, “sombras” e “sugestões” para construção da sociedade do Bem Viver, seguida do ressoar dos grupos na plenária.

Rosangela Bolte, assessora regional  EPS da CBNE2, falou sobre a realidade do mercado para os empreendimentos de economia popular solidária. “O mercado é um espaço de troca, de econômica, e ética entre produtores responsáveis e consumidores orientados pelo desenvolvimento humano integral solidário. As feiras na economia solidária é um espaço de troca, intercâmbios e articulações com a população”, comenta. Ela finaliza.“Fortalecer a identidade cultural que existe permite a promoção da solidariedade, onde uma família pode levar o seu produto  para outra  comercializar,  por exemplo, é um espaço de aprendizado e transformação”.

Como respostas   para a exposição dialogadas os grupos  apresentaram como “Luzes”;  a produção agroecológica, a segurança alimentar, e as parcerias com instituições, os movimentos que foram surgindo, através das lutas e conquistas e necessidades, dentre outras proposições.

Como “Sombras” dentre as colocações temos: o medo da concorrência desleal do  capitalismo, as dificuldades de buscar parcerias com o governo na construção e busca de políticas públicas sustentávei, a não valorização  dos produtos  feitos pela  própria comunidade,  os impactos do mega projetos como danosos ao agricultores e   grupos de EPS, o mal uso das políticas públicas,  a falta de oportunidades  de formação, e trabalhos em rede, etc. E por fim como “sugestões”, políticas públicas de incentivo à agricultura familiar, mais divulgação da feira, panfletagem  nos programas de rádios e redes sociais, contextualização da pedagogia escolar, feiras itinerantes, e intercâmbio de produtos, etc.

Ao final do seminário os participantes avaliaram a importância do debate e construção de novos espaços  para expansão do mercado da EPS, e que a formação e  existência de políticas públicas eficazes  são  fundamentais para uma nova opção de mercado para os grupos da economia popular e solidária.

 


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