Seminário sobre Migração, Refúgio e Direitos Humanos promovido pela Cáritas e Conselho Regional de Psicologia em Pernambuco comemora semana do Migrante

O momento aconteceu nesta segunda-feira, 20, no auditório Dom Helder Camara, na Unicap
Com o intuito de celebrar o Dia Nacional do Migrante e Refugiado, 19 de junho e o Dia Internacional do Migrante e Refugiado, 20 de junho, e fortalecer as redes de apoio a esse público, nesta segunda-feira, 20, foi realizado o Seminário Migração, Refúgio e Direitos Humanos: Avanços e Desafios.
A atividade fez parte da Campanha das Comissões de Direitos Humanos do Sistema Conselhos de Psicologia, intitulada: “Racismo é uma coisa da minha cabeça ou da sua?, assim como em comemoração aos 60 anos da Psicologia. Estudantes e profissionais de psicologia e de áreas correlatas, assim como profissionais que atuam com temática de migração e refúgio, e agentes Cáritas participaram do seminário. A mesa de debate foi composta por Jean Baptiste Joseph, haitiano, engenheiro e e Presidente do GADE – Groupe d’Ambassadeurs pour le Développement, Adriana Paula Barbosa de Miranda, psicóloga, membro da Comissão de Direitos Humanos do Conselho Regional de Psicologia de Pernambuco e David Guillen Ramirez Ramos, venezuelano, psicólogo social ,e agente Cáritas do Programa de Migração e Refúgio da CBNE2.
Entre as falas, alguns estudantes venezuelanos externaram as dificuldades de reconstruir a vida em outro país, entre eles, o migrante venezuelano Ivan Pojomosky, psicólogo social e doutorando em sociologia. “Em todo processo de migração renunciamos as coisas que deixamos para trás, sempre é muito forte, todos migrantes comentam isso, é importante o acolhimento psicológico e social que acontece aqui. Muitas vezes é um processo estrutural, às vezes não conseguimos exercer de forma plena nossas habilidades que fazíamos em nosso país natal, então esse processo de migração está diariamente variando, definitivamente se entrelaça com fenômenos racistas e preconceituosos que enfrentamos diariamente para se integrar na sociedade”, conclui.