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Seminário sobre o cenário das migrações no Estado de Alagoas promove discussões e encaminhamentos com órgãos federais, estaduais e municipais

Seminário sobre o cenário das migrações no Estado de Alagoas promove discussões e encaminhamentos com órgãos federais, estaduais e municipais

O momento aconteceu nesta terça-feira, 22, conduzido  pela Cáritas Regional NE2 em parceria com o Ministério Público Federal do Estado de Alagoas- MPF e a Defensoria Pública da União – DPU

 

Com o intuito de gerar encaminhamentos na linha da acolhida e resolução de problemas socioeconômicos vivenciados por migrantes e refugiados no estado de Alagoas, a Cáritas Brasileira Regional Nordeste 2 – CBNE2, em parceria com o Ministério Público Federal de Alagoas – MPF e a Defensoria Pública da União – DPU, promoveram nesta terça-feira, 22, o seminário com o tema : O Cenário das Migrações no Estado de Alagoas, que aconteceu no auditório do Ministério Público do Estado, com transmissão  online através do Canal do Youtube da CBNE2.

O evento contou com a participação de 40 pessoas, entre elas, representantes do Governo municipal, estadual e federal, Fundação Nacional do Índio – Funai, assim como, o defensor regional de Direitos Humanos em Alagoas, Diego Bruno Martins Alves, a procuradora da República Niedja Kaspary, indígenas venezuelanos Waraos e agentes Cáritas do Fórum Cáritas, em  Alagoas.

Durante o período da manhã, a mesa condutora foi composta pela Assessora Regional de Migração e Refúgio da CBNE2 e membro da Colegiada Regional, Luciana Florêncio, James Nogueira, representando o Fórum Cáritas Alagoas, a Procuradora da República, Niedja Kaspary, o defensor regional de Direitos Humanos em Alagoas, Diego Bruno Martins Alves , e do migrante da etnia Warao, Anibal Perez, que contou um pouco da sua experiência como educador e das dificuldades enfrentadas pelos migrantes na região. “ Na Venezuela trabalhei como professor e promotor social, meu pai é cacique, e estou seguindo os passos do meu pai de ajudar e apoiar toda família warao que existe. Durante a migração em busca de melhoria de vida para o Brasil enfrentamos muitas dificuldades com a língua, com a adaptação, com emprego e estabilidade, como povo da água, da canoa, buscamos nosso sustento no mangue, no mar, e como indígenas que somos só queremos seguir praticando essas atividades tradicionais, assim como plantar também, criar animais, mas só queremos sobreviver e preservar nossas tradições”, conclui.

Várias proposições foram incitadas pela DPU e pelo MPF- AL a partir de seus representantes que compunham a mesa diretora aos órgãos governamentais, que também enviaram seus representantes para falas com respostas e encaminhamentos. Na parte da tarde, o momento continuou com a mediação do Assessor Jurídico da Cáritas Brasileira Regional NE2, Daniel Lins, a representação do Governo do Estado por Edenilza Lima, do setor de relações públicas e gerência de articulações sociais e equipe, o representante do Alto-comissariado das Nações Unidas para os Refugiados – ACNUR , Sebastian Roa e a representação da Fundação Nacional do índio  – Funai, Gabriela Pacheco. Ao final das falas houve um debate sobre os temas trazidos pelos convidados e logo após a retomada em geral do tema e encaminhamentos de proposições sociais aos municípios com prazos e metas.

Foto: Thais Paim e Ascom CBNE2


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