Visita a comunidade agricultora em Moreno – PE promove acolhimento e integração da população indígena Warao residente no Recife

A programação foi diversa, desde a acolhida com um café da manhã, até a distribuição de presentes e a benção de Dom Limacêdo, bispo auxiliar da Arquidiocese de Olinda e Recife ao final da visita
Nesta segunda-feira, (17), a Cáritas Regional NE2 se fez presente na Comunidade do Una, Moreno – PE, com o objetivo de propiciar um momento de encontro e integração comunitária de migrantes venezuelanos da etnia indígena Warao, residentes no Recife, com integrantes da Comunidade Rural do Una.
A visita se deu através de uma articulação conjunta com a Conferência dos Religiosos do Brasil Regional Recife, Comissão Pastoral da Terra Nordeste 2 – CPT NE2, Serviço Pastoral dos Migrantes – SPM, representantes da Arquidiocese de Olinda e Recife, com a presença de Dom Limacêdo, Bispo auxiliar da Arquidiocese de Olinda e Recife, e um pequeno grupo de indígenas venezuelanos da etnia Warao.
A programação teve início com um café da manhã organizado por agricultores da comunidade para acolhimento dos visitantes e foi seguida por uma ampla roda de diálogo entre todos os presentes, apresentação histórica do lugar e uma caminhada por diferentes sítios e dependências que integram a comunidade, como forma de conhecimento e apresentação da forma de vida das pessoas que vivem e trabalham no local.
A Comunidade do Una é composta por mais de 50 famílias, sendo algumas residentes na localidade há mais de 70 anos, que, além de desenvolverem atividades agrícolas de maneira comunitária, lutam pelo direito à terra e de desenvolverem suas vidas com o trabalho dedicado a ela.
A Cáritas Regional NE2 se fez presente através do assistente de proteção Daniel Lins e do educador social David Ramos, ambos integrantes do Programa de Migração e Refúgio do Regional NE2. Tocado pelo momento, o educador social David Ramos, que também é venezuelano, destacou a importância desse encontro para as ações da Cáritas Regional NE2 através do Programa de Migração e Refúgio e para o grupo de indígenas Warao: “Foi muito importante participar dessa atividade, pois foi uma ação que nasce da iniciativa das bases e é articulada por parceiros das distintas pastorais que deram início a abordagem, tanto da pastoral da terra como de migração, tendo possibilidade de continuar o acompanhamento de processos autênticos de integração social no objetivo dos migrantes conseguirem caminhar por sua conta própria”, conclui.